1 de março de 2018, dez meninas, um barco: embarcamos rumo às Maldivas. Me inspirei pra escrever com mais detalhes tudo o que rolou nessa trip inesquecível, pra quem quer curtir em vídeo, as imagens estão no Diário de Bordo no meu canal do YouTube.

Foram doze horas até a escala em Istambul, na Turquia. Depois, pegamos um voo direto de oito horas até o destino final, Malé. Na capital das Ilhas Maldivas, eles são muçulmanos e rigorosos, pensamos nisso para sermos bem recebidas. A dica é ter sempre uma canga nos ombros ou roupas com mangas, e cobrir as pernas, em respeito à religião.

Nós ficamos hospedadas num barco. Foi um sonho reunir uma crew só de meninas em alto mar, com a mesma paixão: o surf. A equipe que nos recebeu na barca era animal! Nossa chegada foi muito receptiva, e o serviço e a estrutura eram 5 estrelas. A alimentação era bem típica, com um toque indiano. Também tinha Nutella para dar bom dia no café da manhã. Para me manter com uma energia legal e alta performance nos dias de onda, eu levei meus suplementos pra tomar pós-surf. Nos barcos eles tem uma cultura de gorjeta, então é legal levar dólares pra dar pra tripulação, que foi super atenciosa. Geralmente tem fotógrafos, eles costumam cobrar uma média de $100 dólares pelas imagens da trip toda. Remédio de enjoo também fez parte do kit da trip de todas as meninas. É importante por ser uma experiência fora da terra firme.

A caixinha de som fez muita diferença na barca! Compramos um chip de internet que custava $20 dólares e durava 15 dias, o que valeu super à pena pensando que alguns barcos cobram pelo Wi-Fi. Nas ilhas tem muito mosquito, tem que levar repelente. Protetor solar sempre é muito importante, o sol refletia muito no barco que é branco e na água também. Já diria Pedro Bial: usem filtro solar! Quem quiser saber tudo o que eu levei para as Maldivas, fiz um vlog no meu canal arrumando as malas.

E o quiver? Levei um com 3 pranchas e a minha alaia escondida, que eu amo! Também mostrei todas e contei como escolho cada uma pra surf trips no vlog.

Não pegamos nenhum swell com muito tamanho. Ficamos pelas ilhas do Norte e um dos principais picos de onda que surfamos foi Cokes, que é uma direita um pouco mais tubular e difícil. Do outro lado da baía de Cokes tem Chikens, que é esquerda, uma das mais divertidas que a gente pegou. Eu sou suspeita pra falar, porque eu amo esquerdas. É um lugar irado pra ficar ancorada e curtir a vibe do lugar, além da visão das ondas perfeitas! 

Pra quem tem um nível iniciante, ou até pra quem surfa de longboard, a onda perfeita é a direita de Ninja’s. Ela fica próxima de Pasta Point, a esquerda mais longa do mundo, que foi comprada por Resorts. Lá só pode surfar quem está hospedado neles, e pra pegar onda sem estar, tem que comprar um Day Pass (mesmo assim não é garantido se o pico estiver com muitos hóspedes). Pra quem tá indo em família ou casal, é bacana apostar em Resort. Por mais que eu não concorde com essa política de se apropriarem das ondas, é a realidade de lá. 

Algumas ilhas merecem ser exploradas! Valeram muito nossas pisadas em terra firme pra viver um pouco dacultura das comunidades locais e nativas, que fazem artesanatos irados. Um arco-íris lindo foi nosso presente no dia em que decidimos conhecer as ilhas. Interagimos com as famílias, e rolou uma energia e troca que foram muito válidas. Em uma das nossas paradas, achamos um pico maravilhoso que renderam altas fotos.

Uma coisa que eu amei demais nas Maldivas foi a natureza e a quantidade de vida marinha presentes interagindo com a gente. As arraias mantas roubaram a cena e são o símbolo de lá. É o lugar onde mais tem essa espécie. Tubarãozinhos, golfinhos e tartarugas enormes nadavam onde a gente surfava. É super válido levar snorkel e pés de pato pra mergulhar em visuais alucinantes. Fomos escoltadas duas vezes pelos golfinhos depois do surf!

O ponto negativo das Maldivas foi a questão do lixo. O contraste foi muito grande! Foi chocante chegar em um lugar tão lindo e paradisíaco, e ver que a galera não tem consciência, principalmente as fábricas. A maioria dos lugares não são nenhum pouco preservados, é algo a ressaltar para o turismo. Vale evitar consumir descartáveis não recicláveis. Levar suas garrafinhas já é um bom começo. Eu e as meninas pegamos um dia de pouca onda pra fazer um mutirão e recolher o lixo. Perdemos as contas de quanta coisa juntamos, e foi muito triste ver isso. Se fizerem essa trip, vale fazer uma ação de limpeza quando não rolar swell.

Na nossa última noite assistimos um ritual de uma dança típica, a energia foi surreal. O céu estrelado encerrou com chave de ouro a nossa passagem por lá!

Quando me perguntam se eu teria feito algo diferente, eu digo que não mudaria nada! Obrigada Júlia Santos, campeã do Seaflowers Digital, por nos ensinar tanto com seu jeito único. Você quebra muito! Mulherada da barca, vocês são incríveis e únicas, sou muito grata pela nossa troca. Aos que acreditaram no primeiro Campeonato Digital de Surf Feminino, muito obrigada por valorizarem esse esporte que é a minha motivação desde criança. 

E vocês, já curtiram o Diário de Bordo completo? Depois comentem lá no meu canal o que acharam e viagem junto comigo! Se tiverem dúvidas sobre essa trip, perguntem aqui embaixo.